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Gestão Educacional em Itapira: quando o reconhecimento da crise é apenas o mínimo esperado

Por Jow Oliveira- Diretor de Comunicação SSPMI | A suspensão da plataforma de gestão escolar utilizada pela rede municipal de Itapira expõe uma verdade que há tempos se desenha: as finanças públicas locais vivem sob forte pressão. A justificativa da administração — de que o contrato se tornou inviável diante do alto custo — não é, em si, um ato de mérito, mas uma obrigação elementar de quem administra o dinheiro público com responsabilidade.

Reconhecer que falta recurso é o primeiro passo, mas está longe de ser suficiente. É preciso agir com inteligência administrativa, priorizando soluções sustentáveis e acessíveis. O Ministério da Educação, por exemplo, oferece sistemas de gestão gratuitos, amplamente utilizados por diversas redes municipais do país, que cumprem exatamente a mesma função do software suspenso. Ignorar alternativas públicas e sem custo, enquanto se contrata serviços caros, é algo que exige reflexão profunda — sobretudo em tempos de escassez e corte de verbas.

A decisão de cancelar o contrato, portanto, não é motivo para aplausos, mas sim um gesto mínimo de racionalidade diante da realidade orçamentária. O que se espera agora é coerência: substituir o sistema oneroso por uma plataforma pública, gratuita e eficiente. O interesse coletivo — e não o conforto das empresas contratadas — deve ser o norte de qualquer gestão.

A crise fiscal não pode servir de desculpa para improvisos administrativos, tampouco para descontinuidade de serviços essenciais à educação. É hora de fazer mais do que admitir o problema: é hora de corrigi-lo com soluções inteligentes, públicas e de verdade.