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Servidores Públicos marcam presença estratégica na Etapa Estadual da Conferência Nacional do Trabalho em SP

Por Jow Oliveira, Diretor de Comunicação SSPMI | A cidade de São Paulo sediou, nesta quarta-feira (04), a II Conferência Nacional do Trabalho – Etapa Estadual SP. O evento, realizado na sede da Superintendência Regional do Trabalho, consolidou-se como um espaço vital de diálogo democrático, reunindo centrais sindicais, lideranças políticas e o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para debater o futuro das políticas públicas laborais no Brasil.conferencia3                                 conferencia1

Em meio a uma programação intensa, que contou com representantes de gigantes sindicais como CSB, CTB, Força Sindical, CUT, UGT e NCST, um ponto chamou a atenção pela sua relevância estratégica: a representatividade do setor público. Apenas duas lideranças estiveram presentes para defender especificamente os interesses do funcionalismo: Kátia Rodrigues ("Katita"), presidente do SISPESP (Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo), e Jow Oliveira, representando a esfera municipal através do nosso sindicato.

Educação Continuada e Valorização

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Os trabalhos foram divididos em grupos temáticos para aprofundar as demandas de cada setor. Enquanto Kátia Rodrigues atuou em uma frente voltada ao funcionalismo estadual, o debate municipal foi liderado por nossa representação. O foco central do grupo de trabalho foi a imperiosa necessidade da educação continuada no serviço público.

Foi defendida a tese de que a qualificação profissional não deve ser um ônus do trabalhador, mas um investimento do ente público. A proposta construída visa garantir que a municipalidade custeie as qualificações e, crucialmente, que esses novos saberes resultem em progressão efetiva na carreira do servidor.

"Não podemos falar em modernização do serviço público sem investir no capital humano. A educação continuada deve ser uma via de mão dupla: o município financia a qualificação e o servidor retribui com excelência, sendo devidamente recompensado com a progressão em sua carreira. Isso é valorização real," afirmou Jow Oliveira durante os debates.

Resistência contra a Precarização

Além das pautas propositivas, o encontro serviu como trincheira contra retrocessos. A presença do Ministro Luiz Marinho permitiu que as demandas chegassem diretamente ao executivo federal. Um dos pontos mais críticos abordados foi o risco embutido nas propostas de Reforma Administrativa que tramitam politicamente.

A posição levada pelo sindicato foi firme: a defesa da estabilidade e a luta contra o desmonte dos serviços essenciais.

"É preciso estar vigilante. O que muitas vezes é vendido como 'reforma' traz, na verdade, o DNA da precarização do servidorismo. Nossa presença aqui é para demarcar território: não aceitaremos que a eficiência seja usada como desculpa para retirar direitos históricos e enfraquecer o atendimento à população," destacou Jow Oliveira.

Unidade e Futuro

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A conferência encerrou-se com um sentimento de unidade política. A presença de lideranças como Danilo Pereira da Silva, da Força Sindical SP, reforçou o compromisso coletivo com o desenvolvimento social. Contudo, a participação ativa dos representantes do serviço público garantiu que, nas diretrizes estaduais que seguirão para a etapa nacional, a voz do servidor — municipal e estadual — não fosse apenas ouvida, mas respeitada como pilar fundamental do Estado brasileiro.conferencia11

Este texto é uma produção original para o site do sindicato, com informações baseadas na cobertura in loco da II Conferência Nacional do Trabalho.