Por Jow Oliveira Diretor de Comunicação SSPMI | Quem vive em Itapira sabe: quando o sol decide castigar, não tem ventilador que dê conta. Por isso, a notícia de que a EMEB Odete Brettas Boretti finalmente recebeu a instalação de aparelhos de ar-condicionado é, sim, uma vitória para se comemorar. Mas vamos falar a verdade? No calor que faz por aqui, climatização em escola não é "mimo", é condição básica de trabalho e aprendizado.
O refresco que chegou
A instalação faz parte daquele pacote de melhorias que a gente sempre cobra. Afinal, ninguém consegue se concentrar em fórmula de matemática ou em alfabetização pingando suor. Com as salas climatizadas, o ambiente muda: o aluno rende mais e, muito importante, o trabalhador da educação consegue exercer sua função com um pingo de dignidade térmica.
É bonito de ver a foto do prefeito e das autoridades inaugurando a benfeitoria? É. Mas o mérito real é da pressão da comunidade e do imposto que o cidadão paga, que está voltando em forma de serviço.

O que tem por trás do "clique" do ar
O papel do sindicato e do servidor consciente é olhar além da serpentina do ar-condicionado. A gente sabe que:
- Manutenção é a alma do negócio: Não adianta instalar hoje e o filtro ficar sujo ou o aparelho quebrar daqui a seis meses por falta de verba para conserto.
- A conta de luz vai subir: E a escola precisa de orçamento garantido para que o conforto de hoje não vire um corte em outra área amanhã.
- Fila de espera: A Odete Brettas deu o passo à frente, mas e as outras unidades? Onde o servidor ainda está "assando" no turno da tarde?
Conclusão: De olho no lance
A gente aplaude o avanço, porque quem ganha é a criança e o colega servidor que está lá na linha de frente. Ter um ambiente fresco ajuda a baixar o estresse e melhora o clima escolar de um jeito que nenhum discurso político faz.
No entanto, seguimos com o termômetro na mão. Que essa "frescura boa" se espalhe por toda a rede municipal, porque se o dinheiro é público, o bem-estar tem que ser para todos, sem exceção.
