Por Jow Oliveira Diretor de Comunicação SSPMI | Duas itapirenses embarcaram nesta semana para Brasília com um propósito que ultrapassa a dimensão individual e se inscreve no campo da luta coletiva: Rosa Maria Francisca Tavares, presidente da Associação de Mulheres Pretas de Itapira, e Eleomar Alves dos Santos representam o município na Marcha Nacional das Mulheres Negras, um dos mais significativos movimentos de mobilização social do país.
O evento, que reúne mulheres negras de todas as regiões do Brasil, tem como eixo central a defesa da igualdade racial, o enfrentamento ao racismo estrutural e a reivindicação por reparação histórica — pautas que dialogam diretamente com a realidade de milhões de brasileiras que resistem diariamente às desigualdades impostas pela estrutura social.
A participação de Rosa Maria, liderança reconhecida no movimento negro itapirense, e de Eleomar fortalece a presença de Itapira na marcha e simboliza a força, a coragem e a organização das mulheres negras que se recusam a permanecer invisibilizadas. Ao deixarem sua cidade rumo à capital federal, elas levam consigo as histórias, as vivências e as vozes de tantas outras mulheres que constroem a resistência negra nos territórios periféricos, nos espaços de trabalho e nos movimentos sociais.
A marcha reafirma que a luta contra o preconceito racial e de gênero não é episódica, mas contínua. Exige compromisso permanente das instituições públicas, da sociedade civil e dos agentes políticos na construção de um país que assegure dignidade, justiça social e igualdade de oportunidades.
A presença das itapirenses nesse encontro nacional evidencia o papel fundamental das mulheres negras na formulação de agendas transformadoras e fortalece o protagonismo local em debates essenciais sobre direitos humanos, políticas públicas e combate às desigualdades.
Com coragem e propósito, Rosa Maria Francisca Tavares, presidenta da Associação Pretas de Itapira, e Eleomar Alves dos Santos se juntam a milhares de mulheres para reafirmar que a construção de um Brasil mais justo passa, inevitavelmente, pela centralidade da experiência e da voz das mulheres negras. Trata-se de um passo firme, histórico e profundamente simbólico — para Brasília, para Itapira e para o país.
