Por Jow Oliveira Diretor de Comunicação SSPMI | Na última sexta-feira, 20 de novembro, o Parque Juca Mulato se tornou cenário da ExpoAfro PerifaVive, evento realizado pelo COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, em parceria com o Conselho Municipal de Políticas Culturais e com Lucas Tiago, idealizador do projeto Perifa Vive. Em plena data do Dia da Consciência Negra, a programação reafirmou o compromisso coletivo com a luta estrutural contra o racismo e com a construção contínua da igualdade racial no município.
A ExpoAfro PerifaVive consolidou-se como um espaço de celebração, memória e resistência, destacando expressões artísticas que carregam a força da ancestralidade:
Apresentações musicais que trouxeram ritmos da periferia e da cultura afro-brasileira, dando voz a narrativas historicamente silenciadas.
Manifestações culturais como a Congada Mineira de Itapira e a capoeira, reforçando tradições que atravessam séculos como símbolos de resistência coletiva, espiritualidade e identidade negra.
Oficina de turbantes, conduzida pela Associação de Mulheres Pretas, valorizando a estética ancestral e seus significados políticos.
Exposição de artesanato afro-brasileiro, evidenciando potência criativa e fortalecendo a economia impulsionada por artistas e empreendedores negros.
Bazar e praça de alimentação, ampliando o espaço de circulação econômica e reafirmando a centralidade do empreendedorismo negro.
Mais do que um evento cultural, a ExpoAfro PerifaVive representou um gesto público de enfrentamento às desigualdades raciais. Em cada apresentação, cada símbolo e cada voz, ecoou a mensagem de que a luta antirracista é estrutural, permanente e indispensável para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.

Cronograma das Apresentações
Cerimonialistas: Maeh e Tais
Atrações culturais e musicais:
Capoeira Irmãos de Sangue
We Can Dance
Mulheres Pretas
Pérola Negra
Rayla e a Primeira Princesa Raissa
Vitoria Anjos
Templo de Umbanda Oxaguian
Paulo do R4P
Verbo do Gueto
Congada Mineira de Itapira
Banda 99 + 1
A ExpoAfro PerifaVive reafirmou que celebrar a cultura negra é também reivindicar justiça, memória e direitos — porque não há futuro democrático sem igualdade racial plena.
Fotos: João Fray
